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Promotor de vendas que desenvolveu lesão ortopédica em decorrência do trabalho será indenizado por danos morais e materiais

01/08/2019

A Justiça do Trabalho de Porto Alegre reconheceu que um promotor de vendas da Unilever foi acometido de lesão ortopédica na coluna vertebral, em decorrência da realização de movimentos repetitivos de agachamento e suspensão de caixas e no deslocamento de mercadorias do depósito até a frente das lojas. Diante da patologia desenvolvida, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 7 mil, bem como de pensão mensal, em parcela única, a título de reparação por danos materiais.

A juíza Patricia Iannini dos Santos, da 30ª Vara do Trabalho, entendeu que a prova pericial atestou a existência de nexo concausal entre a lesão do autor e as atividades exercidas em favor da reclamada. Nesse sentido, a tarefas descritas pelo demandante e observadas pelo perito, realização de esforço físico, carregamento de peso e a flexão do tronco, também restaram comprovadas pelo depoimento do preposto da ré.

Igualmente, considerando as condições ergonômicas das funções desempenhadas, ficou demonstrado que a reclamada não forneceu as condições ideais para a execução do labor do promotor de vendas. Para a magistrada, não há registro de que a Unilever tenha ministrado qualquer treinamento ao autor ou disponibilizado equipamentos de proteção.

Neste contexto, tendo ficado comprovada a lesão ortopédica agravada pelo trabalho, a julgadora condenou a empregadora ao pagamento de R$ 7 mil de indenização por danos morais e de pensão mensal, em parcela única, por danos materiais.

Da decisão, cabe recurso.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e Furtado Advogados - OAB/RS 4127