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Justiça condena Santander a indenizar bancária por patologias ortopédicas decorrentes do trabalho

04/04/2018

Uma bancária de Guaíba teve reconhecido na Justiça do Trabalho o nexo causal de suas patologias ortopédicas com o serviço prestado no banco Santander, que foi condenado a indenizá-la por danos morais no valor de R$ 5 mil. Na ação, a autora foi representada pelo escritório Furtado Advogados.

A reclamante afirmou apresentar síndrome do manguito rotador bilateral, bursite subacromiodeltoidea direita, epicondilite lateral do cotovelo direito e esquerdo, tenossinovite 1º, 2, 3º e 6º comp. extensor do punho direito, tenossinovite de Quervain no punho esquerdo, síndrome do túnel do carpo à direita adquiridas em decorrência das tarefas desempenhadas em favor do réu. Ela sustentou, ainda, que sofreu diminuição de sua capacidade laborativa.

De acordo com a perícia médica realizada, existe nexo causal entre as moléstias da trabalhadora e suas condições laborais junto ao empregador, havendo ação direta do agente trabalho na produção do dano físico. "O nexo estabelecido entre a função da reclamante e a sua incapacidade está relacionado à função de caixa em terminal bancário que inicialmente a autora realizou”, apontou o perito. O laudo indicou também haver sequela funcional da demandante de 2,5%.”

No entendimento da juíza Julieta Pinheiro Neta, da Vara do Trabalho de Guaíba, “considerando a incapacidade laborativa temporária da autora, durante o período de afastamento para fruição do benefício previdenciário, uma vez reconhecido o nexo causal das doenças ortopédicas com o desempenho de suas atividades laborativas junto ao banco-réu, é passível a condenação por danos morais, devido ao sofrimento e dor suportados àquela época".

Neste contexto, a magistrada reconheceu a autora o direito a receber indenização de R$ 5 mil.

Da decisão, cabe recurso. RTOrd 0021216-41.2016.5.04.0221.

Fonte: Furtado Advogados

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