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Bancária será indenizada pela concausa entre as doenças ortopédicas desenvolvidas e o trabalho prestado no Itaú

22/07/2020

Diante da prova documental e dos laudos periciais ortopédico e ergonômico produzidos, a Justiça do Trabalho de Pelotas reconheceu o nexo de concausalidade entre as patologias ortopédicas apresentadas por uma bancária e o labor prestado em favor do Itaú ao longo da contratualidade. Assim, o banco foi condenado a indenizar a autora em R$ 20 mil por danos morais.

A reclamante argumentou sempre esteve vinculada a funções que tinham como tarefas preponderantes a digitação e o atendimento telefônico de clientes, utilizando equipamentos ergonomicamente incorretos e sem que lhe fosse ministrada qualquer ginástica laboral. Neste contexto, após 29 anos de prestação de serviços ao réu, desenvolveu diversas patologias ortopédicas, comprovadas pelos exames médicos juntados.

Em sua defesa, a instituição bancária sustentou que a demandante nunca foi exposta a fatores de risco ocupacional, que as condições laborais eram plenamente adequadas as atividades executadas, sendo que suas tarefas não implicavam em movimentos repetitivos.

Na visão juíza Cacilda Ribeiro Isaacsson, da 2ª Vara do Trabalho, a perícia médica realizada atestou que a autora apresenta síndrome do túnel do carpo e síndrome do manguito rotador, bem como que o labor no banco atuou como concausa para o aparecimento, manutenção e agravamento de tais moléstias.

"Os laudos são elucidativos no sentido de evidenciar a existência de nexo de concausalidade entre o labor prestado junto ao reclamado e as patologias apresentadas pela reclamante ao longo do pacto", declarou a magistrada.

Dessa forma, a sentença condenou o Itaú ao pagamento de R$ 20 mil a título de danos morais.

Da decisão, cabe recurso.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e Furtado Advogados - OAB/RS 4127